Category: Internet

Dando sequência à campanha que antecede o lançamento do Mio, carro construído com a colaboração dos consumidores, a FIAT lança o segundo websodio do making of do seu novo produto. Nesse novo capítulo da campanha, a empresa revela detalhes do design. Bom fim de semana. Fé.

Sou fã da inquietude da publicidade argentina. Acho que a crise do início dos anos 2000 foi um motivador para a inovação naquele país. Temos vários exemplos da publicidade dos hermanos aqui no mude  – aqui, aqui e aqui. A bola da vez é o trabalho criado pela agência JWT Argentina para o lançamento do off-road da Ford, a Ranger. Com uma excelente ideia de advertainment, a agência criou um site onde os usuários podiam enviar suas histórias sobre mitos e verdades do campo. Três histórias – selecionadas entre mais de mil enviadas para o site – foram transformadas em peças de teatro. A princípio, as peças seriam exibidas em quatro cidades do interior do país, mas o sucesso foi tanto qua a Ford resolveu ampliar o projeto para outras cidades daquele país. Para entender um pouco mais, assista o vídeo.

A nova campanha do HSBC, criada pela JWT Brasil, será veiculada em dez países da América Latina e apresenta um formato interessante de convergência dos meios e um atrativo: um Land Rover para quem descobrir onde estão os familiares do protagonista. Para entender um pouco mais, veja o filme de estreia da campanha, depois o desafio lançado no site.

Filme Barbero:

Desafio:

Curta dirigido por Jonathan Bensimon e produzido pela Industry Films e Citizen Jones para a grife The Generic Man. É, o ícone do semáforo para pedestres resolveu ir atrás de seus sonhos…

Dias atrás falei da Absolut aqui no Mude. Agora, volto com um post da marca de vodka simplesmente porque não dá pra negar que os caras estão sei lá quantos passos à frente da concorrência no quesito comunicação e inovação. Dessa vez, o escolhido para um documentário é Jay-Z e seu convidados. Gravado no dia 11 de setembro no Madison Square Garden, o evento beneficente “Answer the Call” (em parceria com a Absolut) foi registrado pelo diretor Danny Clinch e será lançado no dia 22 de Março no Facebook. Além do evento, o documentário contará um pouco da vida de Jay-Z e suas origens no Brooklin.

Confira o trailer:

Unleashed faz parte da nova campanha global da Sprite (The Spark). Estrelado pelo cantor Drake, o filme produzido pela aWHITELABELproduct conta com os efeitos visuais dos malucos da Mass Market. Mas The Spark – a campanha – não para por aqui. A Sprite prepara agora o The Sprite Spark Music Project, um remixador de músicas do cantor e também dos internautas – que poderão compartilhar suas criações – e The Sprite Spark Film Project com ferramentas de edição para vídeos. Sensacional!.

Veja o filme:

Confira o making of:

Postado no Youtube no mês de Fevereiro, esse comercial criado pela ONG Sussex Safer Roads Partnership já bateu os 2 milhões de views. O filme é de uma simplicidade revoltante e extremamente bem produzido. Confira:

Na segunda parte do bate-papo com o planner – e autor do livro Planejamento Estratégico Digital – Felipe Morais, os temas abordados são os possíveis caminhos para o twitter, a presença das marcas nas redes sociais e os próximos passos do marketing digital: a TV digital e a comunicação móvel.

Uma das ferramentas que mais ganham popularidade na internet é o twitter. Você consegue identificar a razão (ou razões) desse fenômeno de 140 caracteres?
As pessoas gostam de falar e ser ouvidas. As Redes Sociais permitem isso há um tempo, mas o Twitter ganhou muita força por causa do celular. As pessoas podem postar “estou indo ao Shop Morumbi” no caminho do shopping.
É possível fazer isso no Orkut, Facebook, Hi-5, Sonico também, mas o Twitter é mais rápido. Os meios de comunicação usando essa ferramenta também ajudaram no seu crescimento, as pessoas começaram a seguir a Folha Online no Twitter, descobriram que um amigo tinha Twitter, começaram a seguir, esse amigo seguia pessoas legais, eles começaram a seguir e assim foi.
Eu recebo em média 5 novos segudidores no meu perfil (@plannerfelipe) por dia. Quando escrevo algum artigo chego a receber uns 15. Uma vez, escrevi sobre o poder do Twitter no site CHMKT, em um sábado de noite e recebi 70 novos seguidores no domingo!
As Redes Sociais estão deixando as pessoas muito vulneráveis e isso é preocupante, mas por outro lado elas querem isso, querem ser seguidas, querem se sentir queridas. O Twitter permitiu isso e agora é um caminho sem volta. Não vejo uma outra ferramenta ter esse sucesso, mas também, em 2004 ninguém achava que o Orkut ia perder o posto de grande projeto da web. Veio YouTube, Facebook, Twitter…

Muito se fala sobre a necessidade de uma forte presença nas redes sociais como ponto chave para o posicionamento de marca, troca de experiências e evangelização dos consumidores, mas o que se vê, de fato, são séries de tentativas que derrapam. Quais são os pontos chaves para um relacionamento duradouro e que possam representar, de fato, algum retorno palpável para as marcas? Você pode nos citar alguns exemplos de empresas brasileiras que usaram as redes e que obtiveram vendas ou mesmo reconhecimento para as suas marcas?

O conceito de presença digital que expliquei acima tem em um dos seus principais pilares as Redes Sociais. Vivemos em um mundo que as pessoas acreditam 80% no que as outras dizem e apenas 20% no que vêem na TV ou no Jornal.

Quando entramos na faculdade de publicidade, passamos 4 anos estudando muito sobre a profissão para entender que a melhor propaganda é o boca-a-boca e as redes só potencializaram essa propaganda.

Antes, você era mal tratado em uma loja ou ficava muito satisfeito com um produto contava para 5 ou 6 pessoas, isso sendo da família e amigos. Hoje, você fala para milhares. Imagina uma pessoa com 800 seguidores no Twitter, 300 amigos no Orkut, 200 amigos no Facebook, com um blog que tem 3 mil acessos por mês. Imagine agora essa pessoa postando no seu blog que foi mal atendido pela loja X do Shopping Y e mandando esse link no Twitter, Facebook, Orkut; agora imagina se 30% dos seus seguidores retransmitirem esse link (e pode acreditar, coisa errada retransmitem mesmo!!!). Tá aí o tamanho do problema da marca.

Uma empresa de cadeados para a bicicleta perdeu milhões de dólares nos EUA por causa disso. Um jovem descobriu que com uma tampa de caneta ele poderia abrir o cadeado. Postou isso no YouTube que viralizou. A marca não tomou nenhuma atitude e perdeu em poucos dias milhões de dólares em vendas.

A marca precisa ser TRANSPARENTE, HONESTA e entender que ela está nas redes para CONTRIBUIR E SE RELACIONAR e não apenas para vender. Marcas que entram em comunidades apenas para oferecer produtos são mal vistas. É preciso estar ali para conhecer o seu consumidor e se relacionar com ele.

As pessoas seguem pessoas para se relacionar e não para lhes vender coisas. As marcas devem seguir o mesmo princípio.

CONTEÚDO relevante é fundamental também. As pessoas seguem marcas ou instituições atrás de conteúdo. Se a marca não gera isso, ninguém vai seguí-la.

Sempre cito a Tecnisa como a melhor empresa que trabalha na web no Brasil. Em 2009 ela vendeu 2 apartamentos pela web que viraram cases. O primeiro foi com a palavra “gravides” (com S mesmo) que gerou uma venda de um apartamento de 350 mil reais; a outra ação foi a venda de um apartamento de 500 mil reais via Twitter. Hoje, 30% do faturamento da Tecnisa, que é uma das 5 maiores construtoras do país, vem da web.

Temos duas marcas de muito destaque em mídias digitais, Fiat e Bradesco, muito disso por conta do perfil de seus diretores de marketing (João Ciaco e Luca Cavalcanti, respectivamente). Você poderia citar outras empresas brasileiras com esse perfil e dizer o que têm feito nesse sentido?

Na resposta acima citei a Tecnisa, pois acredito ser a melhor empresa que trabalha a web no Brasil. Poderia citar a Coca-Cola e as empresas da B2W (Submarino.com, Americanas.com, Shoptime.com), mas ainda vejo essas empresas investindo muito mais em mídia online do que na web propriamente dito.

Vejo compras de espaços (banners) em home de portal, programas de afiliados, Links Patrociandos mas pouca ousadia como patrocinar um game por exemplo.

Acredito que a web é excelente para o mercado de imóveis, alimentação, telefonia, educação, moda e automóveis, mas que ainda está tímido no país frente às inúmeras possibilidades.

Você citou Fiat e Bradesco por terem diretores inovadores que acreditam na web e concordo, mas “dói” saber que essas cabeças brilhantes gastam por ano na web o que gastam em 15 dias na TV; dói mais ainda ver 95% dessa verba ir para grandes portais e links patrocinados. A web é mais do que isso! É presença digital! Apesar que tenho que dar os parabéns ao projeto Presença do Bradesco para iPhone. Muito inovador!

Defendo o aumento de verba para a web, que não é apenas mídia e links patrocinados!

Existe uma leva de profissionais de comunicação e marketing que prega o fim da publicidade tradicional e a migração de verbas para outros formatos – em particular o ambiente digital – e uma outra que considera que as coisas vão mudar muito pouco nos próximos 5 ou 6 anos. Qual sua posição nesse contexto e o que você imagina que irá acontecer no curto e médio prazo?

Não sou tão radical, mas a mudança é certa. Hoje há muito mais pessoas na TV do que na web, mas há mais pessoas na web do que em jornais e revistas. Não entendo como a verba para a web ainda é pequena, mas o mercado age assim por diferentes motivos que não cabe a discussão aqui.

Os jovens são da geração Y, que nasceram na web. São os chamados nativos digitais. Explique para um garoto de 15 anos que na idade dele (tenho 30) eu não tinha celular, iPod, Internet e câmera digital; que eu pagava conta no caixa e não pelo Internet Banking. Ele não acredita.

Esse jovem com 15 anos será o decisor das marcas daqui a 10, 15 anos. Ele saberá que a sua geração é mais impactada pela web do que pela mídia tradicional, ai sim, acredito na inversão de verbas, sendo 70% para web e 30% para o offline, e isso não é nenhuma futurologia, na Inglaterra desde 2006 a web já é o carro-cehfe dos investimentos, mas infelizmente no Brasil as coisas demoram para acontecer. Que a web será o carro-chefe dos investimentos vai, não sei se em 5 ou 6 anos, mas em 10, com absoluta certeza.

Última: fala-se muito na internet mas no formato mais tradicional que conhecemos, utilizando o computador como ferramenta, mas a discussão sobre suas variações – como a TV Digital e os meios móveis, como celulares, por exemplo – ainda não alcançaram grande relevância. Quais os possíveis cenários futuros para esse meios. Qual a melhor maneira de explorar cada um deles?

Presença digital! Esse é o futuro.

A TV Digital ainda não decolou no país porque alguém não quer. Temos tecnologia, mercado, potencial de consumo… mas acredito que em 3 ou 4 anos a TV Digital terá muito mais força do que hoje, inclusive para a interação onde as pessoas vão, sim, poder comprar produtos que estão sendo usados no programa, como por exemplo a camisa do galã da novela.

Já o celular eu discordo, pois alcançou sim, enorme relevância. Em um país com 195 milhoes de pessoas, temos 173 milhões de celulares. A penetração de Smartphones só cresce. Recentemente li uma matéria que a classe C está cada vez mais comprando celulares com recepção de TV Digital. É a convergência de mídias. A classe AB prefere Smartphones pela facilidade de acesso a e-mails e internet. Esses usam para trabalho, enquanto as classes CD, para diversão. Mas todos usam!

Vejo a convergência de mídia como algo que vai crescer muito no Brasil, onde as pessoas vão usar cada vez mais. Vejo cenários positivos e as marcas que abram os olhos: pois se a sua presença digital for fraca, do seu concorrente talvez não seja.

Felipe Morais é publicitário, autor, palestrante, professor e blogueiro. Autor do livro Planejamento Estratégico Digital (Ed Brasport) e do Blog do Planejamento (plannerfelipemorais.blogspot.com). Mediador da 1ª rede para Planners Digitais no Brasil (pedigital.ning.com)

Codeorgan: uma ferramenta que transforma qualquer site em música.

Uso: Digite qualquer URL no campo de texto branco e clique em ‘Play this website’

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Música para os ouvidos

Para quem curte acompanhar os números crescentes da internet, mídias e redes sociais e também para quem curte uma boa animação.

JESS3 / The State of The Internet from Jesse Thomas on Vimeo.