Category: Música

ella le dice
que hace tiempo se levantó un muro
que los ladrillos se fueron juntando de a poco
sin apuro
y que ahora solo quedan papeles viejos
y un cielo de plomo pesado y oscuro
el le contesta
que hace rato va pensando
si realmente esta avanzando, dando vueltas al pedo
o directamente reculando
y que no sabe si todavía juega al juego
que cree estar jugando
ella se ríe:
“la rambla de acá esta torcida, no sigue la línea del mar”
ella lo mira desde abajo y eso lo pone a pensar
en que ahora camina sola
y que no tiene idea de cual será la playa
donde la deje esta ola

el espera que el de arriba
juegue limpio
y no se la mande guardar
y ahora espera que ella siga
que ya no pare
y ya no mire para atrás

lo que mata es la humedad
y hoy hace un tiempo, un tiempo de mierda
no dejes que el viento me pierda
mientras dura el temporal

ahora ella corre y alcanza el tren
y ya no para
ya no deja de correr
vagón vacío, se sienta y se pone a leer
caras que pasan de gente que queda esperando en el andén
ella le dice que es su momento de entrar en acción
de sacar el freno de mano y manejar el camión
el se queja de que camina a tientas a plena luz
bajar del metro, pelar t10, subir al bus
durmiendo mal, sin pegar ojo
tragando bilis, escupiendo abrojos
y al final se manijea y se convence
de que la sombra es lo único que alivia al hombre
aunque no haya luz que lo alumbre
ni una mina que lo nombre
sabe que aunque nadie gane
siempre va a haber
uno que pierda
y ahora busca una vidriera
con el bolsillo
lleno de piedras

lo que mata es la humedad
y hoy hace un tiempo, un tiempo de mierda
no dejes que el viento me pierda
mientras dura el temporal

lo que mata es la humedad
y hoy hace un frío que raja las piedras
no dejes que el viento me pierda
mientras dura el temporal

y el se deja de lamentos
y ahora mira
con ojos secos
que la gola es puro cuento
y que el hombre
es de sueños un muñeco

Para os meus amigos Daniel e Pier, o uruguaio.

Santullo – La humedad

Hot as a fever, rattling bones, i can just taste it, taste it…

O que ficou pra trás volta à tona nesse post (quase uma homenagem). Foi uma época de camisas xadrez presas à cintura, bermudões largos, coturnos, cavanhaques, cabelos longos e uma inocência que foi perdida com os anos. Tinha a banda – aliás, duas: O COP (Clube dos Observadores de Pássaros) e mais tarde, as Freiras da Paula Gomes (nome da rua que ficava o estúdio onde ensaiávamos). Eu tentava tocar baixo mas, sinceramente, não tinha o menor talento para a coisa. Mas eu não me importava muito, o que contava mesmo era a intensidade com que se vivia – a intensidade das cores. Depois dos ensaios, seguíamos para o Largo da Ordem e tomávamos a cerveja mais barata do Fire Phox (escrito assim, mesmo), um bar comandado – vim saber mais tarde – por mineiros e, lógico, cruzeirenses. Eu era metido a escrever. Rabiscava alguma coisa no papel e achava que aquilo poderia mudar o mundo – mudou apenas o meu mundo: virei redator. Mas tinha um lance que eu não vejo mais – acho que reflexo da proximidade dos 40 anos – tinha tesão de fazer as coisas e tinha um desejo de romper com todos os formatos de convenções. Tinha, pode parecer estúpido, um cheiro de ideologia no ar (ideologia, meu filho? Peloamordedeus…). Tinha muita camaradagem regada a garrafas de vinho baratas em apartamentos no centro da cidade junto de pessoas que nunca havia se visto antes. Foi tudo muito louco, intenso e cheio de luz. E hoje, muito distante. Eu quero uma banda de rock na minha vida. É isso.

Dias atrás falei da Absolut aqui no Mude. Agora, volto com um post da marca de vodka simplesmente porque não dá pra negar que os caras estão sei lá quantos passos à frente da concorrência no quesito comunicação e inovação. Dessa vez, o escolhido para um documentário é Jay-Z e seu convidados. Gravado no dia 11 de setembro no Madison Square Garden, o evento beneficente “Answer the Call” (em parceria com a Absolut) foi registrado pelo diretor Danny Clinch e será lançado no dia 22 de Março no Facebook. Além do evento, o documentário contará um pouco da vida de Jay-Z e suas origens no Brooklin.

Confira o trailer:

Unleashed faz parte da nova campanha global da Sprite (The Spark). Estrelado pelo cantor Drake, o filme produzido pela aWHITELABELproduct conta com os efeitos visuais dos malucos da Mass Market. Mas The Spark – a campanha – não para por aqui. A Sprite prepara agora o The Sprite Spark Music Project, um remixador de músicas do cantor e também dos internautas – que poderão compartilhar suas criações – e The Sprite Spark Film Project com ferramentas de edição para vídeos. Sensacional!.

Veja o filme:

Confira o making of:

Esses caras grudaram no meu fone de ouvido. Não consigo parar de escutar.

BROKEN BELLS, “THE HIGH ROAD” from EJiN on Vimeo.

Grudou!

Escrevo esse post ao som de Fuel, do Metallica. Na cabeça, imagens da última noite da banda no Brasil – domingo, no estádio do Morumbi. Uma noite inesquecível para aqueles que – como eu – cresceram ouvindo a banda de James Hetfield e Lars Ulrich (os únicos remanescentes da formação original). E acho que foi pensando nesses fãs das antigas que a banda montou seu set list: todos os grandes clássicos de uma das maiores bandas de metal de todos os tempos estavam lá – começando com Creeping Death (música de abertura precedida por Saxon e Ennio Morricone enquanto cenas de um filme de western são exibidas nos telões). O público da noite – bem menor que da noite de sábado (40 mil contra 68 mil, respectivamente) – alucinava com cada acorde das guitarras de James e Kirk, do baixo ultra pesado de Trujillo (ex-Suicidal e Ozzy) e cada porrada nas peles da bateria do baixinho Ulrich. Fight Fire With Fire, do álbum Ride the Lightning, foi cuspida nos falantes com toda a energia – a mesma de quando ainda eram uma banda em início de carreira. Os bumbos duplos de Ulrich estouravam no peito como porradas de um pugilista. Mais clássicos? Segura: Sad But True – com homenagem de James à banda que abriu o evento, Sepultura -, o momento para abraçar a parceira (Nothing Else Matters), outra homenagem da banda, agora à banda Diamond Head (Helpless), as labaredas gigantes em Fuel – única da fase light da banda, e os acordes do violão de Hetfield -no segundo andar do palco – em The Unforgiven. O grand finale ficou por conta de Enter Sandman e, claro, Seek & Destroy. Sim sim, os velhões – Hetfield com a barba branca e Ulrich ficando careca – ainda arrebentam no palco. Quem esteve presente naquela noite (segundo o próprio James, a Metallica Family) não vai esquecer do que viveu. O profissionalismo da banda mesclado com a intensidade juvenil estão registrados na memória dos que acompanharam a noite – pra sempre. Metallica Rules.

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Metallica em Sampa

Do novo álbum da banda, Kingdom of Rust. Para acelerar e viver novas experiências. Bom feriado. Fé.

Doves – Jetstream

“Do you keep the reciepts for the friends that you buy?”. Direto no fone de ouvido. Bom fim de semana. Muita fé.

Filme cria pelo diretor Chris Cairns, da Partizan Lab, chamado de Neurosonics Audiomedical Labs Inc., que mistura um pouco de ciência, experimentos, música, beat box e um muito de loucura.
Assistam:


Interessou? Para saber mais, confira no site do projeto os créditos e o making of.

Neurosonics Audiomedical Labs Inc.